Primeiro vem aquela fase de ansiedade, depois vem aquela expectativa do tipo: é agora, fim do ano! Você espera mais um pouco e diz: bah!, tão preparando algo espetacular! E mais adiante você começa a ver que mais de um ano se passou e, de modo incomum, o seu software não é atualizado e você percebe que há algo no ar. Outro software do mesmo segmento é lançado e você, sem aviso, vai ficando para trás com a sua ferramenta de trabalho.
É fato que a ferramenta de composição Autodesk Combustion precisava de atualizações em vários sentidos e que a concorrência direta, pelo menos no Brasil, é sabidamente bem presente. Mas o que os usuários do mundo inteiro esperavam e, de certa forma ainda esperam aqueles que ainda não desistiram de esperar, é que ela fosse feita a partir do próprio software, o Combustion.
Estão dizendo por aí que o sucessor é o Toxik, embora ele já venha com um preço muito acima daquele que ainda é praticado com o combustion.
Na minha opinião o Toxik não substitui exatamente o Combustion. Os pontos mais legais do Combustion, para mim, são: o Discreet Keyer entre outros efeitos da discreet, as partículas (que tem alguns bugs pequenos sim) e a interação com o 3ds Max, incluindo a leitura bem ajustada dos arquivos RPF e RLA e a possibilidade de colocar o projeto dele como Map no Max (esse último nem funciona mais direito com as versões atuais do Max).
O Toxik vai um pouco mais além na interação com o Maya, importando cenas do Maya pra dento do Toxik com certas limitações além de toda a arquitetura diferenciada, muito mais robusta e eficiente do que a do Combustion, suportando composições longas.
Alguns visionários pedem pela implantação do Combustion para dentro do Max 2011… Interessante. Talvez fizesse mais sentido mesmo: O Maya para cinema e produção de comerciais Hi-End junto com o Toxik, o 3ds Max com o Combustion incorporado para televisão e o Softimage para games ou talvez o 3ds Max para games e o Softimage para televisão…
De qualquer forma eu sou da opinião que o Combustion deve continuar atendendo o mercado de televisão, com os seus devidos upgrades em dia, sendo uma solução barata e eficaz. Nesse ponto eu diria que por hora os problemas a corrigir são:
- Melhorar o sistema do loop das partículas;
- Corrigir a interação com o Max e extendê-la ao Maya e Softimage;
- Melhorar a forma de visualização das composições e nested compositions
- Criar u sistema de cache semelhante ao do Toxik, mais robusto
- Melhor aproveitamento das plataformas 64 bit.
Se o Combustion for embora, vai ficar uma lacuna na categoria dele. É como tirar do mercado um carro popular e substituí-lo por um de nível médio, ele mudará de categoria e os seus clientes serão outros.
Apesar de todas essas conjecturas, sabemos que há uma tendência a obtermos produtos cada vez melhores, atendendo às mais diversas necessidades.
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Obrigado Teri!
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